Assisti ontem no France24 a Ahmadinejad, líder do regime Iraniano, que discursou ontem nas nações unidas no que se previa, segundo o mesmo, ser um discurso de paz e harmonia. Tal como a conotação de “eleições democráticas em Teerão” é óbvio que esta definição para o discurso se tratou apenas de mais uma prova de sarcasmo deste líder que me atrevo a considerar como dos tempos medievais, sem querer ao mesmo tempo ofender os lideres de tempos passados.
Depois de terminar uma semana com mais uma negação do Holocausto:
“Os ocidentais mentiram, fizeram o seu número e depois apoiaram os judeus.”
Mahmud Ahmadinejad
O presidente do Irão continua o seu discurso mais uma vez centrado no ataque a Israel acusando Telavive de ter “políticas desumanas” nos territórios palestinianos e de dominar os temas políticos e económicos a nível mundial. Referiu que estes assuntos eram controlados por “uma pequena minoria”, mais uma declaração totalmente anti-semita indo mais longe ao afirmar que a existência de Israel era:
“a própria existência deste regime é um insulto à dignidade dos povos”
Mahmud Ahmadinejad
Esquecendo talvez a posição “fácil” do Hamas de que é mais fácil opor e deitar chamas do que colaborar num processo de paz, e cujas pressões políticas fizeram com que, mais uma vez, o presidente da autoridade palestiniana Mahmoud Abbas suspendesse as negociações com Israel. Também é fácil de esquecer que a Palestina é uma região e não um país como muita propaganda quer fazer crer. Durante centenas de anos, aquela era a terra de ninguém. Desde que o império romano acabou com a nação de Israel, aquela terra não tem sido mesmo de ninguém. Mas porque Israel voltou a ser nação, de repente invoca-se uma guerra santa contra o inimigo invasor. É óbvio que não existem soluções fáceis. Israel já demonstrou no passado estar disposto a negociar, mas como temos constatado, o Hamas não está disposto a negociar, nem a cumprir acordos de cessar-fogo, porque na verdade gostava de perguntar ao senhor Ahmadinejad quem rompe os cessar-fogos repetidamente..Israel?
Fez-me ficar contente ver que o mesmo discurso foi feito para uma série de cadeiras vazias, onde não se encotravam à partida os representantes dos EUA, Israel e do Canadá, e que se foram tornando ainda mais vazias quando Austrália, Nova Zelândia, Suécia, França, Reino Unido, Itália, Alemanha foram abandonando a sala ao som das acusações de genocídio na faixa de Gaza.
Agora começo a perceber a descrição do discurso, pois no meio de todas as investidas anti-semitas, agressoras, anti-ocidentais, esqueci-me de algo importante que, e com respeito a muita gente que não tem culpa de ter estes líderes, para estes indivíduos a tradução de Islão continua a ser paz.
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